Eu continuo a observar através de uma janela quebrada.
A acreditar em uma história inanimada
E tentar consertar o que nem foi construído.
A contar o mesmo conto sem sentido.
Eu continuo a fantasiar com minha vida.
A tentar curar a fera ferida
Que por acaso sou eu.
E sou eu quem descreve coisas que não viveu.
Eu, sim sou, quem olha pela janela quebrada
E descreve a vida de forma seca, pobre, acomodada,
Moribunda, imunda, vida patética tal,
Que mal nos faz mal.
E eu só posso recorrer a minha viola
Num momento de desespero como o de agora
E tentar me compreender
Como homem comum, que ri e que chora.
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