quinta-feira, 31 de março de 2011

Perdoa meu bem, perdoa.

Me desculpa meu bem, desculpa.
Eu assumo toda a culpa
De toda essa situação chata.
Foi uma atitude insensata.

Não consigo mais dormir, e agora?
Passo a noite toda olhando as horas
Esperando um dia novo surgir
E torcendo para que perdoes o meu mau agir.

Em toda noite que vem e que passa
A escuridão com a tristeza se encaixa
E juntas, transformam meus olhos em puro pesadelo.
Que agonizante desespero.

E juntando todas as palavras tristes,
Tenho certeza absoluta que existe
Uma maneira de me perdoar.
Não queria te magoar.

sábado, 26 de março de 2011

Observando e descrevendo.

Eu continuo a observar através de uma janela quebrada.
A acreditar em uma história inanimada
E tentar consertar o que nem foi construído.
A contar o mesmo conto sem sentido.

Eu continuo a fantasiar com minha vida.
A tentar curar a fera ferida
Que por acaso sou eu.
E sou eu quem descreve coisas que não viveu.

Eu, sim sou, quem olha pela janela quebrada
E descreve a vida de forma seca, pobre, acomodada,
Moribunda, imunda, vida patética tal,
Que mal nos faz mal.

E eu só posso recorrer a minha viola
Num momento de desespero como o de agora
E tentar me compreender
Como homem comum, que ri e que chora.

sábado, 19 de março de 2011

Canção da solidão.

Hoje eu não fiz nada.
Passei o dia inteiro na calçada
Observando quem passava
Em meio ao tempo ruim.

Bem vestidos, descalços,
Com nariz de palhaço.
Sempre tão amargurados.
Hoje o meu dia foi assim.

Hoje meu dia foi escuro,
A luz não atravessou o meu muro.
Hoje meu dia me fez escravo
Da melancolia que brota do meu quarto.

sábado, 12 de março de 2011

Preciso partir.

Minha boneca de porcelana.
Frágil como uma rosa em meio à grama.
Chega de brincar contigo,
Não posso mais ser teu amigo.

Ficaste todo esse tempo,
Esperando que eu mudasse meu jeito boêmio.
E eu não quero mais te fazer chorar,
Desculpe meu bem, não posso mais te amar.

Eu, meu amor, te escrevo estes versos aos prantos,
Lembrando de nossos momentos que foram tantos.
Outrora, em dias alheios, já te fiz sorrir.
Mas é verdade que não mais quero estar aqui.

Então, apanha os pedaços do teu coração.
E te peço, que me perdoando por tal situação,
Ponha suas lembranças minhas numa caixa, e assim,
Estarei lá sempre que precisares de mim.

E assim, minha dália, acaba nossa odisséia
Que foi tão plena e teve tão bela estréia.
Porque meu coração já não é mais seu,
Se não me engano, ele até já te esqueceu.

terça-feira, 8 de março de 2011

Patetas

Bem, já havia muito tempo que eu não escrevia nada. Mas hoje eu acordei meio que inspirado.
                Ao contrário do que é de costume, hoje postarei um texto crítico sobre o que eu acho a cerca da visão de realidade de grande parte da sociedade.
                Aviso antecipadamente que o conteúdo desse texto poderá ser extremamente ofensivo para algumas pessoas que possam se considerar “detentoras da moral e da verdade”. Mas não irei “controlar” minhas palavras, afinal, isso se trata de um artigo de opinião no MEU blog.
                Muitas pessoas se chocam quando eu digo ser ateu. A idéia de um velho barbudo e invisível que ninguém nunca viu (mas acreditam fielmente em sua existência) que vive voando por aí e observado tudo que fazemos está tão impregnada na sociedade que as pessoas não conseguem aceitar que alguém não acredite nesse amiguinho imaginário.
                A sociedade se tornou dependente de uma coisa que ninguém consegue provar que existe simplesmente por que é mais fácil para eles por a culpa das coisas boas em “deus” e das coisas ruins no “demônio”, é mais fácil do que procurar respostas.
                É uma hipocrisia tamanha causada por uma lavagem cerebral que começa na nossa infância. Nossos pais enchem nossa cabeça de medo, falando do pecado, dizendo que se não fizermos o que está escrito num pedaço de papel nós seremos punidos. Não podemos pensar, não podemos questionar, não podemos duvidar, por que se não, esse homem generoso que nos deu o direito de viver faz um pacto com seu amiguinho satan para te fazer arder eternamente no fogo do inferno (hahaha).
                O que mais me perguntam é:
“Como você consegue viver, sabendo que depois que você morrer tudo acabou?”
                Simples! Eu tenho pavor da idéia de vida eterna, deve ser a maior chatice que pode-se acontecer ao ser humano. Na verdade, eu quero morrer jovem o suficiente para não precisar usar fraldas geriátricas.
                Grande parte das religiões nega, mas todas são cultas à morte. O maior objetivo de todas as pessoas que fazem parte de uma religião é simplesmente morrer. Pois quando você morrer você vai para um plano no mínimo fantasioso onde tudo é alegria.
                A religião nada mais é do que uma cultura de medo. Porque se você fizer  o que eles proíbem, alguém vai descer dos céus e te foder, tua casa vai cair, você vai pegar fogo, um raio vai cair na sua cabeça, sua mulher será decapitada e você não vai ter acesso a milhões de virgens.
                Antes de vocês me ameaçarem, dizerem que eu vou para o inferno, que deus vai me matar, dizer que eu sou um filho da puta, pensem se esse seu amiguinho imaginário é real. Lembrem- se que nós, homens inventamos a religião. PORRA! Estamos falando de cobras tagarelas e maçãs malignas! Uma cobra fala tanto quanto um graveto e uma maçã faz tanto mal quanto respirar.
                Eu duvido alguém me provar que sua religião é certa ou que seu deus existe. É impossível! (E nem venham com aquele papinho de “ah, por que tá na bíblia” ou “ah porque tá no corão”). E aí vocês me perguntam:
“E se você estiver errado?”
                E EU te pergunto, e se VOCÊ estiver errado? Se você, católico/protestante morrer, e se encontrar com Zeus? Ou o judeu na frente de cristo ou buda? Eu apenas escolhi a opção mais óbvia! Não acreditar em maçãs do mal, cobras falantes, homens que surgem do nada, unicórnios rosas, papai Noel, coelho da páscoa ou o cara que come fígado de criancinhas (esse até pode ser real).
                Qual a lógica em dizer que uma pessoa, do nada, teve um insight, e muito louco com suas drogas, escreveu um conto de fadas e disse que aquilo era a verdade universal, quem não aceitar vai tomar no cu? Sendo assim, vou fumar uma ervinha também e escrever um livro sobre o rei porco voador do Alaska! Quem quer se juntar a mim?
                Vamos deixar de piada e viver a vida real. Onde não existem criaturas imaginárias, velhos não abrem mares e onde já existiram dinossauros.
                Agora eu preciso ir, é carnaval e preciso adorar o deus rei porco voador do meu querido Alaska.