Bem, já havia muito tempo que eu não escrevia nada. Mas hoje eu acordei meio que inspirado.
Ao contrário do que é de costume, hoje postarei um texto crítico sobre o que eu acho a cerca da visão de realidade de grande parte da sociedade.
Aviso antecipadamente que o conteúdo desse texto poderá ser extremamente ofensivo para algumas pessoas que possam se considerar “detentoras da moral e da verdade”. Mas não irei “controlar” minhas palavras, afinal, isso se trata de um artigo de opinião no MEU blog.
Muitas pessoas se chocam quando eu digo ser ateu. A idéia de um velho barbudo e invisível que ninguém nunca viu (mas acreditam fielmente em sua existência) que vive voando por aí e observado tudo que fazemos está tão impregnada na sociedade que as pessoas não conseguem aceitar que alguém não acredite nesse amiguinho imaginário.
A sociedade se tornou dependente de uma coisa que ninguém consegue provar que existe simplesmente por que é mais fácil para eles por a culpa das coisas boas em “deus” e das coisas ruins no “demônio”, é mais fácil do que procurar respostas.
É uma hipocrisia tamanha causada por uma lavagem cerebral que começa na nossa infância. Nossos pais enchem nossa cabeça de medo, falando do pecado, dizendo que se não fizermos o que está escrito num pedaço de papel nós seremos punidos. Não podemos pensar, não podemos questionar, não podemos duvidar, por que se não, esse homem generoso que nos deu o direito de viver faz um pacto com seu amiguinho satan para te fazer arder eternamente no fogo do inferno (hahaha).
O que mais me perguntam é:
“Como você consegue viver, sabendo que depois que você morrer tudo acabou?”
Simples! Eu tenho pavor da idéia de vida eterna, deve ser a maior chatice que pode-se acontecer ao ser humano. Na verdade, eu quero morrer jovem o suficiente para não precisar usar fraldas geriátricas.
Grande parte das religiões nega, mas todas são cultas à morte. O maior objetivo de todas as pessoas que fazem parte de uma religião é simplesmente morrer. Pois quando você morrer você vai para um plano no mínimo fantasioso onde tudo é alegria.
A religião nada mais é do que uma cultura de medo. Porque se você fizer o que eles proíbem, alguém vai descer dos céus e te foder, tua casa vai cair, você vai pegar fogo, um raio vai cair na sua cabeça, sua mulher será decapitada e você não vai ter acesso a milhões de virgens.
Antes de vocês me ameaçarem, dizerem que eu vou para o inferno, que deus vai me matar, dizer que eu sou um filho da puta, pensem se esse seu amiguinho imaginário é real. Lembrem- se que nós, homens inventamos a religião. PORRA! Estamos falando de cobras tagarelas e maçãs malignas! Uma cobra fala tanto quanto um graveto e uma maçã faz tanto mal quanto respirar.
Eu duvido alguém me provar que sua religião é certa ou que seu deus existe. É impossível! (E nem venham com aquele papinho de “ah, por que tá na bíblia” ou “ah porque tá no corão”). E aí vocês me perguntam:
“E se você estiver errado?”
E EU te pergunto, e se VOCÊ estiver errado? Se você, católico/protestante morrer, e se encontrar com Zeus? Ou o judeu na frente de cristo ou buda? Eu apenas escolhi a opção mais óbvia! Não acreditar em maçãs do mal, cobras falantes, homens que surgem do nada, unicórnios rosas, papai Noel, coelho da páscoa ou o cara que come fígado de criancinhas (esse até pode ser real).
Qual a lógica em dizer que uma pessoa, do nada, teve um insight, e muito louco com suas drogas, escreveu um conto de fadas e disse que aquilo era a verdade universal, quem não aceitar vai tomar no cu? Sendo assim, vou fumar uma ervinha também e escrever um livro sobre o rei porco voador do Alaska! Quem quer se juntar a mim?
Vamos deixar de piada e viver a vida real. Onde não existem criaturas imaginárias, velhos não abrem mares e onde já existiram dinossauros.
Agora eu preciso ir, é carnaval e preciso adorar o deus rei porco voador do meu querido Alaska.